Agents, BPM e BPEL: continuidade ou ruptura?
O artigo argumenta que a orquestração de AI Agents e sistemas multiagentes não representa uma ruptura completa com o passado, mas uma evolução de problemas já conhecidos pela arquitetura empresarial, BPM e BPEL. A principal mudança está na natureza da unidade executora: antes orquestrávamos serviços determinísticos e tarefas humanas; agora passamos a orquestrar componentes probabilísticos capazes de interpretar linguagem, chamar ferramentas, tomar decisões contextuais e recomendar ações.
O texto defende que agents não devem substituir processos governados, mas atuar como células cognitivas dentro deles. Para isso, continuam sendo indispensáveis conceitos clássicos como contrato, estado, rastreabilidade, human-in-the-loop, observabilidade, auditoria e governança. A tese central é que a tecnologia mudou, mas a disciplina arquitetural continua sendo essencial para colocar agents em produção de forma séria.