Artigos

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    Agents, BPM e BPEL: continuidade ou ruptura?

    O artigo argumenta que a orquestração de AI Agents e sistemas multiagentes não representa uma ruptura completa com o passado, mas uma evolução de problemas já conhecidos pela arquitetura empresarial, BPM e BPEL. A principal mudança está na natureza da unidade executora: antes orquestrávamos serviços determinísticos e tarefas humanas; agora passamos a orquestrar componentes probabilísticos capazes de interpretar linguagem, chamar ferramentas, tomar decisões contextuais e recomendar ações.

    O texto defende que agents não devem substituir processos governados, mas atuar como células cognitivas dentro deles. Para isso, continuam sendo indispensáveis conceitos clássicos como contrato, estado, rastreabilidade, human-in-the-loop, observabilidade, auditoria e governança. A tese central é que a tecnologia mudou, mas a disciplina arquitetural continua sendo essencial para colocar agents em produção de forma séria.

    Por que os times de segurança em GenAI precisam de semiótica — e onde ela gera mais retorno

    Uma leitura operacional da segurança em sistemas com LLMs, RAG e agentes

    Existe uma frase no campo de segurança de aplicações GenAI que merece ser levada ao pé da letra: "controles precisam ser semânticos além de sintáticos, probabilísticos além de determinísticos."

    Essa frase não é filosófica. É operacional.

    E ela coloca sobre a mesa uma pergunta que a indústria de segurança ainda não respondeu com clareza: se o vetor de ataque mais central em LLMs é semântico — se o prompt injection funciona porque modelos não distinguem dado de instrução dentro de uma sequência de linguagem natural —, que vocabulário analítico dá conta disso? E em qual color esse vocabulário gera mais retorno?

    Abandonando o Pooling de Deltas em Favor do Change Data Capture: Uma Abordagem Eficiente para Sincronização de Dados

    O artigo defende a substituição do pooling de deltas por Change Data Capture (CDC) na sincronização entre sistemas. A tese central é que o pooling tradicional impõe custo alto ao banco por depender de varreduras periódicas nas tabelas transacionais, o que aumenta consumo de recursos, pode degradar performance e ainda introduz latência e risco de lacunas na propagação das mudanças. Em contraste, o CDC captura inserções, atualizações e deleções no momento em que acontecem, registrando-as em uma tabela de stage para posterior publicação em filas ou tópicos.

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    Os 12 Passos para a Sanidade Operacional

    Neste artigo, Leopoldo Lima propõe um framework em 12 passos para ajudar organizações a recuperar a sanidade operacional, enfrentando ineficiências, desperdícios, erros recorrentes e resistência à mudança. Inspirado por pensadores como Descartes, Kettering, Taylor, Fayol, Ford e pelo sistema Toyota, o texto mostra como admitir falhas, analisar processos, implementar mudanças e cultivar melhoria contínua pode transformar a operação em algo mais eficiente, resiliente e sustentável.

    A revolução do smart metering no setor elétrico

    O artigo defende que o smart metering é peça central na modernização do setor elétrico, porque amplia a eficiência da rede, dá mais autonomia ao consumidor e cria base para tarifas mais inteligentes e gestão energética mais precisa. O texto argumenta que essa transformação depende não só dos medidores em si, mas também de regulação adequada, interoperabilidade, evolução dos sistemas de medição e faturamento, e integração com telecomunicações. Também destaca que tecnologias como MVNOs e LoRa podem viabilizar conectividade e capilaridade, inclusive em áreas rurais, enquanto a Aneel tem papel decisivo para evitar lock-in tecnológico, estimular padrões abertos e conduzir a transição para um setor mais sustentável, justo e eficiente.

    Desafios da cloudificação no setor energético: Brasil entre oportunidades e riscos

    O artigo discute como a cloudificação pode trazer ganhos de eficiência, escalabilidade e modernização ao setor energético brasileiro, mas alerta que essa transição não pode ignorar requisitos críticos de latência, segurança, soberania digital e resiliência operacional. A análise argumenta que sistemas como SCADA, SGE e DMS exigem critérios rigorosos de desempenho e governança, e que o Brasil precisa de uma regulação mais clara, proativa e tecnologicamente alinhada para evitar que lacunas normativas comprometam a infraestrutura energética.

    Quer desafiar o status-quo em arquitetura corporativa?

    O artigo defende que desafiar o status quo em arquitetura corporativa é essencial para aumentar inovação, eficiência operacional e capacidade de adaptação em ambientes de negócio cada vez mais dinâmicos. O texto propõe estratégias como inovação aberta, metodologias ágeis, transformação digital, colaboração transversal, foco no cliente e sustentabilidade, usando a automação no Jira como exemplo prático de como tecnologia e revisão de processos podem acelerar mudanças estruturais e organizacionais.

    Braço-curtismo: a falha de design que está silenciosamente levando a inteligência organizacional à falência

    O artigo usa a metáfora do T-Rex para discutir o “braço-curtismo” como uma falha de design organizacional: estruturas grandes e ambiciosas, mas incapazes de atravessar silos, conectar funções e operar de ponta a ponta. O texto argumenta que esse padrão destrói pensamento sistêmico, accountability e colaboração interfuncional, tornando-se incompatível com transformação digital. Em vez de defender “braços longos” para todos, propõe um modelo híbrido, em que capacidades de integração sejam posicionadas nos pontos certos da organização, enquanto especialização profunda permanece onde ela realmente agrega valor.

    A Revolução da Arquitetura Distribuída: Por que Ainda Não Chegamos Lá?

    O artigo argumenta que, apesar de décadas de evolução em computação distribuída, muitas empresas ainda confundem arquitetura distribuída com simples fragmentação de monólitos. O texto mostra que cloud, containers e microsserviços não corrigem ausência de princípios, contratos, ownership e disciplina operacional; apenas expõem essas falhas com mais custo, latência e frustração. A tese central é direta: arquitetura distribuída não é moda nem ferramenta, mas projeto, governança e execução responsável.

    APIs REST: Acelerando ou Freando o Time-to-Market?

    O artigo discute como APIs REST, apesar de terem se consolidado como padrão de integração, podem tanto acelerar quanto frear o time-to-market quando adotadas sem critério arquitetural. A análise destaca que o excesso de chamadas síncronas, dependências rígidas e governança fraca pode comprometer escalabilidade, resiliência e capacidade de inovação, defendendo uma avaliação mais estratégica sobre quando usar REST e quando complementar ou substituir esse padrão por mensageria e eventos assíncronos.

    E o que Flusser pensaria sobre a co-criação com a GenIA?

    O artigo usa as reflexões de Vilém Flusser, especialmente em Filosofia da Caixa Preta, para discutir como as IAs generativas desafiam noções tradicionais de autoria, criatividade e propriedade intelectual. A tese central é que a tecnologia deixa de ser apenas ferramenta e passa a atuar como participante ativo do processo criativo, transformando tanto o criador quanto a percepção do público sobre o que significa criar em uma era moldada pela inteligência artificial.